Integrantes:
Ano: 2024
Nível de Ensino: Ensino Superior
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências Humanas
Resumo:
Livros como “Escolha a Catástrofe”, (Isaac Asimov, 1982); “Uma Biografia do Universo: Do big bang à desintegração final” (Fred Adams; Greg Laughlin, (2001) e “O fim da Terra e do Céu: O apocalipse na Ciência e na Religião” (Marcelo Gleiser, 2001) introduzem cenários apocalípticos em perspectivas científicas e religiosas. Busca-se examinar o modo como esses possíveis cenários apocalípticos são representados na ficção científica, relacionando-os com a educação científica. Explora-se cenários apocalípticos que partem desde o colapso de civilizações até a destruição do universo, baseando-se em evidências e teorias científicas. Investiga-se como os meios de comunicação populares exploram e representam essas narrativas. Utilizando métodos de pesquisa documental e bibliográfica, a pesquisa introduz o tema, buscando analisar como a ficção se utiliza da ciência para contar suas histórias. O objetivo é apresentar teorias e evidências científicas sobre os diversos tipos de apocalipse, promovendo reflexões e debates sobre possíveis futuros e como se pode evitá-los. A metodologia inclui análise de literatura acadêmica, produtos midiáticos e o uso de inteligências artificiais. Identificou-se cinco graus de apocalipse: 1° Grau: o universo como um todo se torna letal, não permitindo nenhum tipo de vida (ex.: big crunch e big bounce); 2° Grau: algo acontece com o Sol, de modo a tornar inabitável o sistema solar (ex.: contração solar ou buracos negros; 3° Grau: Terra sofre algum tipo de convulsão que impossibilite a vida nela (Ex.: tempestades solares); 4° Grau: acontece algo na Terra que causa a destruição da vida humana (ex.: depleção de oxigênio); 5° Grau: a vida humana continua, mas ocorre um colapso da civilização (ex.: guerras como nucleares, biológicas, e esgotamento de recursos). Resultados preliminares indicam que as narrativas apocalípticas na cultura popular, muitas vezes focando em crenças populares e cenários imaginários, sem base científica, mas que refletem os medos e ansiedades presentes dentro de um conjunto social. Os materiais e estudos realizados foram classificados e divididos conforme os graus de apocalipse definidos. A pesquisa destaca que a ficção científica pode servir como ferramenta educativa, ao abordar dilemas reais, se abordada de forma fundada, enriquecendo o ensino de ciência, tecnologia e sociedade.
Referências:
ASIMOV, Isaac. Escolha a Catástrofe. São Paulo: Círculo do Livro, 1982.
BESSA, Diego; GALIETA, Tatiana. Contribuições de séries de ficção científica para a educação CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade). Brazilian Journal of Education, Technology and Society, v. 15, n. 1, p. 46-69, 2022. DOI: http://dx.doi.org/10.14571/brajets.v15.n1.
BOTELHO, José Francisco. Versões do fim: como diversas ideologias explicam o apocalipse. Aventuras na História, 6 set. 2019. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-apocalipse-entenda-como-diferentes-povos-imaginaram-o-fim-do-mundo.phtml. Acesso em: 10 jul. 2024.