Integrantes:
Ano: 2024
Nível de Ensino: Ensino Médio e Ensino Médio Técnico
Área do Conhecimento: Extensão - Educação
Resumo:
A dificuldade de entender a matemática no ensino tradicional é uma problemática que atinge pessoas de todas as idades, especialmente os estudantes na Educação Básica. Visando um modo de aprendizagem criativo e inclusivo, foi utilizado como metodologia leituras em artigos científicos e entrevistas com professores de dança e dançarinos da região do Litoral Norte do RS, estudando o que há de matemática presente na dança, tendo como propósito ajudar aos estudantes do ensino fundamental e médio por meio de oficinas presenciais com os conteúdos de matemática, como: geometria, proporção, unidades de medidas e entre outros. A pesquisa opta por estudar duas modalidades de dança: o Hip Hop e o Jazz Dance, pois são dois estilos opostos que compõem diferentes abordagens de passos, músicas, vestimentas e cultura. A expressão Hip (quadril) e Hop (balançar) é uma gíria, conhecida pelos jovens do Hip Hop, como balançar o quadril (LOURENÇO, 2010). A dança jazz tem por suas características a procura de novos movimentos, destacando a improvisação, sendo identificada como uma dança mais livre (COSTA, 2019). Foram realizadas 3 oficinas em escolas públicas da região, sendo oitavos e nonos anos do ensino fundamental e primeiros e terceiros anos do ensino médio, totalizando 7 turmas, 105 estudantes, 9 professores de matemática e 1 de história envolvidos. As oficinas são propostas por meio de slides com sequência de passos em vídeos cursos com música, além do material impresso com desenhos e o algoritmo de cada passo selecionado, contemplando o pensamento computacional como lógica. A metodologia da ação de extensão é colaborativa entre um grupo de professoras de matemática e educação física, assistente social, estudantes do ensino médio integrado em administração e informática, licenciatura em matemática e pós-graduação em educação. Destacam-se alguns resultados até o momento: o encantamento dos estudantes ao perceberem a matemática na dança e suas composições de passos sequenciais, a mobilização e participação dos mesmos, e a curiosidade em saber mais por parte dos professores, solicitando as atividades e próximas etapas em desenvolvimento.
Referências:
FERREIRA, Kenny Rayron Alfaia. AUTONOMIA E HIP HOP DANCE:
UMA PERSPECTIVA METODOLÓGICA. Disponível em