Trilhas Ecológicas Digitais como Ferramenta de Educação Ambiental em Unidades de Conservação


Resumo: Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma trilha ecológica digital interativa como estratégia de promoção da educação ambiental crítica em uma unidade de conservação no sul do Brasil. A proposta foi implementada no Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos (RVSBP), localizado no município de Viamão (RS), uma área protegida de elevada relevância ecológica e que abriga espécies raras e ameaçadas, como o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o tuco-tuco-da-Coxilha-das-Lombas, o cacto Parodia ottonis e a orquídea campestre Gomesa hydrophila. O projeto foi fundamentado nas diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e nos princípios da educomunicação socioambiental, com ênfase no uso criativo e crítico das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC). A metodologia adotada seguiu abordagem qualitativa e aplicada, com estruturação das ações com base nos Três Momentos Pedagógicos (problematização, organização e aplicação do conhecimento). As etapas incluíram saídas de campo para mapeamento georreferenciado, produção de registros audiovisuais, redação de conteúdos com apoio de inteligência artificial generativa (ChatGPT) e desenvolvimento de atividades interativas em plataformas como Canva, H5P e Wordwall. A trilha foi composta por dez estações virtuais temáticas, organizadas em um site educacional e vinculadas a um mapa interativo no Google My Maps. Cada estação apresenta textos informativos, imagens, vídeos e atividades pedagógicas digitais sobre elementos naturais e processos ecológicos locais, como ecótonos entre formações vegetais, restauração de campos nativos e formação de butiazais. Os resultados apontam que a trilha ecológica digital representa uma alternativa viável para ampliar o acesso à educação ambiental, especialmente entre estudantes da rede pública que enfrentam dificuldades de deslocamento até áreas protegidas. Além disso, a proposta reforça o papel das unidades de conservação como espaços educativos e contribui para a formação de sujeitos críticos, sensíveis e engajados com a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade regional.

Referências: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Ministério da Educação. Programa de Educomunicação Socioambiental. Brasília: Órgão Gestor do Política Nacional de Educação Ambiental, 2005. (Série Documentos Técnicos, 2). Disponível em: https://smastr16.blob.core.windows.net/cea/cea/progr_educom.pdf. Acesso em 07 ago. 2025. PINHEIRO, Rúbia Freitas. Trilhas ecológicas e objetos digitais de aprendizagem: possibilidades para o ensino de Ciências e Biologia. 2022. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciência e Tecnologia) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Ponta Grossa: UTFPR, 2022. Disponível em: https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/31374. Acesso em 07 ago. 2025. SOUZA, Mariana Cristina da Cunha. Educação ambiental e as trilhas: contexto para a sensibilização ambiental. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 9, n. 2, p. 239-253, 2014. Disponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/revbea/article/download/1807/1230. Acesso em: 07 ago. 2025.

Nível de Ensino: Ensino Médio e Ensino Médio Técnico
Tem protótipo: Não
Necessita de mesa: Sim

Área do Conhecimento: Extensão - Educação

Integrantes: