Resumo: Desde a antiguidade, plantas medicinais são utilizadas de forma eficaz no tratamento de doenças. Identificar plantas não convencionais com potencial medicinal pode trazer benefícios à saúde pública e à natureza se exploradas corretamente. Além disso, pode contribuir para preservar os saberes tradicionais, especialmente considerando os atributos ecológicos do Litoral Gaúcho. Nosso objetivo é explorar espécies de plantas pouco estudadas no litoral, analisando o seu potencial fitoquímico para uso na medicina por meio de métodos sustentáveis. Buscamos dar visibilidade à região, demonstrando a eficácia de tratamentos naturais, e também promover a coleta e uso sustentável de plantas medicinais. Os procedimentos metodológicos incluem a seleção de espécies com potencial medicinal pouco estudadas, a partir de revisão de literatura. Após, vamos localizar as plantas em seu habitat natural ou em cultivos, registrar e coletar amostras. Algumas amostras serão utilizadas para a produção de exsicatas (amostras secas e preservadas de plantas) que irão compor um herbário, que é um arquivo de plantas, nesse caso daquelas usadas na medicina tradicional. Outras amostras serão processadas para exploração do potencial fitoquímico, verificando a presença de presença de substâncias químicas que possam ter efeito medicinal, como alcaloides, flavonoides, saponinas e taninos. Para isso, essas amostras serão porcionadas e secas em estufa a 50 º C, após trituradas até obter um pó. A identificação dos compostos bioativos seguirá a metodologia proposta por Souza e Silva (2006). Por fim, realizaremos testes estatísticos. Como resultados parciais, selecionamos a espécie Tripodanthus acutifolius, conhecida como “erva-de-passarinho” é caracterizada como parasita vegetal. Essa seleção foi baseada em relatos de uma comunidade que planta e usa plantas medicinais, obtidos de um projeto anterior, e em pesquisas bibliográficas. A análise bibliográfica inicial confirma o potencial terapêutico da erva-de-passarinho, reforçando a importância de valorizar o conhecimento tradicional e ampliar o estudo de plantas medicinais nativas para uso sustentável. Nos próximos passos, faremos testes fitoquímicos para comprovar as informações teóricas pesquisadas. O desenvolvimento deste projeto, tem o potencial de valorizar a flora regional e o saber popular, contribuindo para a integração entre ciência, saúde pública e preservação ambiental e de conhecimentos tradicionais, além de ampliar a fitoterapia.
Referências: GRÜNER, Juliana Maria et al. Análise do perfil fitoquímico de Tripodanthus acutifolius (Ruiz & Pávon) Tieghem, Loranthaceae. Revista Jovens Pesquisadores, Santa Cruz do Sul, v. 1, p. 1-133, 2012.
Nível de Ensino:
Ensino Médio e Ensino Médio Técnico
Tem protótipo:
Sim
Necessita de mesa:
Sim
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências Biológicas
Integrantes: