Resumo: O câncer de pele corresponde a um conjunto de neoplasias com características clínicas e biológicas semelhantes, sendo a mais incidente no Brasil. Sua elevada prevalência está associada à localização geográfica do país próximo à Linha do Equador, à alta incidência de radiação ultravioleta (UV) e a fatores socioculturais, como a valorização do bronzeamento. Aspectos genéticos, históricos individuais e comportamentais também contribuem para o aumento do risco. Populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica apresentam maior dificuldade de acesso a medidas preventivas, reforçando a necessidade de estratégias acessíveis. O objetivo deste estudo é analisar a incidência do câncer de pele no Brasil, investigar o potencial de componentes naturais como fotoprotetores e propor alternativas economicamente viáveis para prevenir a exposição excessiva à radiação UV. A justificativa decorre da escassa atenção dada à prevenção da doença por meio de produtos naturais de baixo custo, capazes de aliar eficácia, sustentabilidade e acessibilidade. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica de artigos científicos, trabalhos acadêmicos e documentos institucionais, contemplando dados epidemiológicos e pesquisas sobre substâncias de origem vegetal com propriedades fotoprotetoras. Foram avaliados óleos, manteigas e extratos botânicos, priorizando aqueles com ação antioxidante e barreira física contra a radiação UV. Os resultados indicaram que o óleo de semente de framboesa apresenta elevado potencial fotoprotetor, devido à sua composição rica em vitaminas e antioxidantes, conferindo proteção contra radiação UV e retardando o envelhecimento cutâneo. Outros elementos, como a manteiga de cupuaçu e o extrato da folha de Humulus lupulus, também mostraram eficácia, embora sua disponibilidade no mercado nacional possa ser limitada, dificultando o uso em larga escala. Conclui-se que insumos naturais representam alternativas promissoras para fotoproteção, podendo beneficiar especialmente comunidades com restrições financeiras. Considera-se necessária a continuidade das pesquisas para desenvolvimento de formulações acessíveis e sustentáveis, utilizando matérias-primas amplamente disponíveis no Brasil. A integração entre ciência, saúde pública e sustentabilidade poderá contribuir para a redução da incidência do câncer de pele, promover práticas preventivas mais inclusivas e minimizar impactos ambientais decorrentes do uso de protetores sintéticos.
Referências: OLIVEIRA, Márcia Maria Fernandes de. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA/ ÍNDICE ULTRAVIOLETA E CÂNCER DE PELE NO BRASIL: CONDIÇÕES AMBIENTAIS E VULNERABILIDADES SOCIAIS. Revista Brasileira de Climatologia, [S. l.], v. 13, 2014. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/revistaabclima/article/view/36764. Acesso em: 31 jul. 2025. LIMA, A. B. O. et al. Elaboração de um protetor solar sólido a base de óleo de semente de framboesa. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Química) – Etec Profª Carmelina Barbosa, Dracena, 2024. Disponível em: tecnico_em_quimica_2024_2_ana_beatriz_de_oliveira_lima_elaboração_de_um_protetor_solar_solido_a_base_de_oleo_de_semente_de_framboesa.pdf.pdf. Acesso em: 31 jul. 2025. MEDEIROS, Leticia Fernandes Costa. Formulação de protetor solar natural a partir da incorporação do extrato da folha de Humulus lupulus. Monografia (Graduação em Farmácia) - Escola de Farmácia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2023. Disponível em: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/5959. Acesso em: 31 jul. 2025.
Nível de Ensino:
Ensino Médio e Ensino Médio Técnico
Tem protótipo:
Não
Necessita de mesa:
Não
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências da Saúde
Integrantes: