Resumo: Desenvolvido por participantes do projeto de ensino IF Transforma e com parceria ao Núcleo de Gênero e Sexualidades do campus Osório, este projeto tem como objetivo investigar a perspectiva do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) acerca de banheiros universais. Há alguma previsão destes espaços no regulamento? Há alguma proibição? Estes questionamentos surgem a partir do pilar teórico do projeto o qual é formado pelo conceito da escola como instrumento normatizante de Foucault junto da negação à limpeza social proposta por Sofia Favero. O artigo "Do uso do nome social ao uso do banheiro: (trans)subjetividades em escolas brasileiras" (Alves, Claudio; Moreira, Maria) foi estudado como forma de aprofundar o entendimento da pauta. Portanto, na perspectiva deste projeto, banheiros não são apenas locais onde se aliviam as necessidades mas sim um espaço de luta. É nos banheiros que o preconceito contra pessoas não alinhadas a identidades de gênero e/ou sexualidades cisheteronormativas é forçado a se mostrar. Lutar contra a violência então significa analisar e questionar estes espaços para criar locais que respeitam os direitos humanos. Foram analisados documentos oficiais dos campi do IFRS, a norma regulamentadoras de banheiros como a NR 24 e diversos artigos, relatos, notícias e posts em busca da formulação de um panorama sanitário. Os resultados indicam que o IFRS é uma instituição favorável à criação e manutenção de banheiros universais.
Referências: FAVERO, S. Psicologia Suja. 1. ed. Salvador, BA: Devires, 2022
Nível de Ensino: Ensino Superior
Área do Conhecimento: Ensino - Ciências Humanas
Integrantes: