Resumo: A educação escolar indígena é reconhecida e regulamentada por uma série de dispositivos legais que estabelece a modalidade, normatiza sobre o seu funcionamento com ordenamentos jurídicos próprios, para a garantia de uma educação diferenciada aos povos originários. No litoral norte do Rio Grande do Sul as escolas indígenas se estabeleceram há mais de vinte anos. Hoje compondo um cenário com 08 (oito ) espaços escolares, em distintos municípios, 14 (quatorze) professores indígenas contratados e 35 (trinta e cinco) professores não indígenas atuando nessas escolas. Na iminência de analisar precedentes na área da educação ou afins, com o tema educação escolar indígena e formação de professores não indígenas, como forma de produção de dados relevantes para o campo de estudos, foi realizada uma pesquisa qualitativa de natureza básica. Como procedimento uma breve revisão bibliográfica do tipo “Estado do conhecimento”, nos repositórios digitais abertos das universidades e nos periódicos digitais em distintos programas de pós-graduação do país. Dos tais achados foram apurados dez pesquisas, sendo essas três teses, duas dissertações, quatro periódicos de revistas e um artigo de e-book. A seleção encaminhou-se da seguinte forma: leitura do título, das palavras-chave e do resumo, sendo esse analisado mediante uma leitura mais minuciosa para a apropriação dos conteúdos, conforme os descritores pré selecionados e de acordo com o tema. Organizados em uma planilha, categorizados e após analisados indicaram os seguintes resultados: a) reconhecimento da realidade persistente da atuação de professores não indígenas nas escolas indígenas; b) escassez de pesquisas voltadas à formação de professores não indígenas em contextos escolares indígenas; c) silenciamento dessa temática nas políticas públicas e nos currículos das licenciaturas. Diante disso, a presente pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender em que medida esses profissionais estão sendo preparados para atuar com a diversidade étnico-cultural, contribuindo para a construção de propostas formativas mais coerentes com os princípios da educação intercultural e para a promoção de práticas pedagógicas sensíveis e inclusivas, em respeito aos direitos e saberes dos povos originários.
Referências: VASCONCELLOS, V. M. R. de, Nascimento da Silva, A. P. P., & de Souza, R. T. O Estado da Arte ou o Estado do Conhecimento. Revista Educação, Porto Alegre, v. 43, n. 3, p. 1-12, set.-dez. 20203. MOROSINI, M. C.; FERNANDES, C. M. B. Estado do Conhecimento: conceitos, finalidades e interlocuções. Educação por Escrito, Porto Alegre, v.5, n.2, p. 154-164, jul./dez. 2014. SANTOS, Pricila Kohls; MOROSINI, Marília Costa. O revisitar da metodologia do estado do conhecimento para além de uma revisão bibliográfica. Revista Panorâmica – ISSN 2238- 9210 - V. 33 – Maio/Ago. 2021.
Nível de Ensino: Pós-Graduação
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências Humanas
Integrantes: